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"Louco? Loucos são os Loucos que me chamam Louco mas que não conseguem ver a genialidade da minha Loucura!"

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Explicando o Amor!

por Narciso Santos, em 11.01.18

Porque caralho querem explicar o amor? Dizer como ele deve ser, com que idade podemos sentir e quem deve sentir por quem? Quem faz o quê com quem. Etc… Etc…

Depois falam de estupidez que ai e tal e coisa, “que amor tem hora e lugar, tempo e atitude, algo particular de alguns, não aberto a outros.” So Cliché… Boring..
Pegaram tudo que faz o amor e separaram, escrutinaram o mesmo, retalharam e sei lá mais que merdas fizeram ao tipo (ainda bem que não sou eu o Amor, senão ficaria deveras fodido). Colocaram a amizade de um lado, o companheirismo do outro, respeito acolá, o sexo logo ali e esvaziaram o sentimento, deixando pouca coisa para o amor (ora bem o que resta? Depois disto ficava mesmo fuck se eu fosse o tão aclamado amor).
Depois de limparem, rasgarem, desfazerem (aqui merecia uma tripla adjectivação), decidiram lhe dar prazo. A validade é curta, quase instantânea, como os chá, sopas e outros alimentos que usamos no nosso dia a dia. Amor não dura nada, nem um instante sequer, muitos começam a falar do fim, ao invés do contrário… Isto tá de loucos. Usam o Amor com uma leviandade infernal, tornando-o lixo e uma coisa vulgar.
Ninguém mais quer nada para sempre, mesmo que para sempre seja até um dia. Visto que ninguém vive para sempre (tirando eu que serei imortalizado, algures).. Ninguém quer compromisso, só espaço para sua liberdade e desejos. 
E o amor? Ele encolheu, se escondeu e quase desapareceu. Afinal, todos o clamam, mas ninguém o quer… Sou um dos acérrimos defensores de que o para sempre é complicado, mas sou um dos que não gosta de um adeus. Por isso fico no meio termo entre o AM ou o OR… Sou aquela virgula aqui no meio AM,OR.
Amar é rechear a vida de palavras, gestos e olhares. É dizer mais com o silêncio do que se pode imaginar (sou um mudo nato). É crescer junto nas descobertas, vencer os obstáculos e acima de tudo cooperar.
Amor é compromisso, compreensão, desejo e doação. Amor é entender mesmo sem entender, é dar sem pedir, é rir junto e brincar com a vida como criança no parque de diversão (daí eu não querer crecer, mesmo contra as indicações da minha psicologa para fazer o contrario).
Amar é um privilégio que esquecemos ter. Tudo porque vivemos a querer que o amor seja como se quer e não como tem que ser. AMOR que estupidez… Ainda bem que sou um resmungão zangado e não ligo puto ao mesmo, serei sempre um anti-romântico…


Amor / Sonho

por Narciso Santos, em 10.05.17

Encontrei o nosso amor numa folha de rascunho... junto a um problema de aritmética que resolvi quando ainda tinha o pássaro purpura que me ofereceste no dia em que nos conhecemos... 

Nunca o aprisionei numa gaiola... talvez por isso tenha fugido, mas ainda assim, fico satisfeito por saber que enquanto voou no tecto do meu quarto era feliz, e que não se poderia sentir mais livre que voando em bando com os nossos sonhos, que libertávamos enquanto olhos nos olhos nos descobríamos em silencio.

 

Ver as minhas mãos envelhecer não será dor maior que assistir ao suicídio dos meus sonhos.


Pois o pior é o deixar de sonhar...de todo. Quando nos apercebemos que secámos por dentro...que não há forma de regarmos as raízes que há muito apodreceram...


Regar os sonhos, manter os mesmos sempre vivos e nunca se esquecer como dizia o poeta: "O Sonho comanda a Vida" Ainda acredito nisto...


Andamos à Procura

por Narciso Santos, em 08.03.17

Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.

Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo…
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos… E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar…
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão - há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas… terminam.
P.S. 1 - Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura…

P.S. 2 - De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado. UTOPIA PURA!

P.S. 3 - Feliz dia da Mulher!


Ler nas entrelinhas...

por Narciso Santos, em 06.03.17

Parei! Quero mudar... Eu posso mudar!

Libertei-me daquele novelo de aço que se tornava cada vez mais forte à medida que eu combatia para me livrar dele... já não existe mais nenhuma empatia que me faz rebolar na cama... vivo numa ausência. Se é verdade que espero encontrar empatias que me preencham me motive a subir penhascos e saltar deles de olhos fechados e coração aberto, também é verdade que por nada disso anseio... sem ter uma atitude passiva, fico sentado no meu banco, olhando para o jardim que eu plantei, lembrando-me de antigos passeios... lembrando-me de antigos amores, mágoas... momentos.
Sinto-me bem aqui sozinho, não nego que por vezes ainda te procuro, mas continuo sem te encontrar, sei que é um jardim complicado... em que facilmente me perco.
Sabes gosto de ti... nunca te o disse... porque nunca te conheci, mas isso não me impede que te diga agora o quanto gosto de ti! Gosto de ti como gosto de ver o mar... que até nos dias de tempestade sabe como me agradar... sorrindo, à sua maneira o mar sorri para mim, mostrando que é na natureza, na minha natureza que estão as respostas para os meus problemas, mostrando que a força e a beleza podem estar conciliadas com a sinceridade de um rebentar de uma onda. Gosto de ti!
Boa noite escura ... que encontrem uma frase perdida dentro de vocês e escrevam-na dentro no vosso interior...Como em todos os meus textos, procurem as respostas não só nas frases.. mas principalmente nos pontos finais e nas reticências... Sim estas reticências que me perseguem...


Amor V.2.0

por Narciso Santos, em 02.03.17

A seguir ao sexo e ao Aloé Vera, o amor parece ser o principal problema das nossas vidas. O amor que somos e só por manifesta falta de uso, procuramos lá fora, nos outros... Essa coisa subjectiva....

O amor não é uma coisa subjectiva que possa ser encontrada nos outros. Não é...? Não pode ser, a não ser se sejas cego por dentro. Seja qual for o amor, o que for o amor, o nome que lhe deres, ele não pode depender de terceiros, da atitude que os outros têm ou não em relação a ti. Não faz qualquer sentido que precise de existir alguém que o valide. Seria como desenhar uma tira do Garfield a olhar para uma lasanha e por cima do personagem escrever amor dentro de um balão. O amor assim, dependerá sempre de uma lasanha. Isso não é amor, é uma condição. É uma condição ter que existir alguém para sentirmos amor. Esse amor é tudo menos amor. É uma condição a desdobrar-se em múltiplas condições. Os ingredientes, um cozinheiro, um forno e um prato de inox. Fazemos uma escala de valores para fazer surgir o amor e uma escala de cores para que ele se vá embora. Entretanto amamos. Enquanto podemos. Usamos a oportunidade de alguém ter desenhado um balão por cima de si a olhar para nós.

Mas é bom e redundante passar-mos uma quantidade de variáveis para um unica palavra AMO-TE...

O Amor é uma palavra bonita, sim tem 4 caracteres e consegue por obra do espírito santo explicar tudo. Não partas eu Amo-te! Vamos fazer amor? Já agora qual a diferença entre amor e sexo(este debate fica para outra altura)...

Não é cientificamente provado o Amor:

Leis da Física
Leis da Atracão
Leis da Química

É que sem estas "leis" todas conjugadas o amor não existiria...

Mas como eu sou um Morcão que gosta das coisas e AMO as pessoas, por momentâneos segundos esqueço a minha parte racional e acredito na palavra AMO-TE...


Amor / Ciência

por Narciso Santos, em 08.02.17

Como será escrever de um assunto banal! Escrever sobre algo que não tem sentimento algum, escrever sobre algo que é simplesmente... comum! São pouco os que o fazem, procuramos todos a escrita para exprimir sentimentos que estão acorrentados ao nosso interior, e que desta forma saem como um desabafo... mas se escrever algo banal desprovido de qualquer sentimento o que será? Uma descrição, um protocolo experimental? Será assim difícil... ou os génios são os que falam de coisas banais de uma forma única! Questões? Dúvidas? Banal... Por exemplo:

A Ciência e o Amor... Será possível? Á luz da ciência meus caros... o amor não existe... e à luz do amor... existirá ciência? Pois é... serão compatíveis? Quem se quer entregar de corpo e alma a ciência terá de deixar de amar.. e ser apenas frio calculista e estudioso... aquele que quer amar.. não tem verdades universais... todos os dias quando ama... apenas sabe que ama.. quando se trata de responder a questões técnicas... ele simplesmente ama.. Mas afinal...de que falo eu... Amor? Ciência? Os dois ou de nenhum?

Dou por mim a pensar que escrita doida eu para aqui tenho... Trata-se simplesmente de uma pessoa com várias ideias... assim... nasce algo um pouco complicado de perceber a quem está fora... estou a pensar.. queria mesmo escrever um poema... mas não quero falar de amor, nem sonhos, nem dor, nem nada... mas não consigo... quero ser genial mas não consigo...


Explicando o Amor

por Narciso Santos, em 11.01.17

Porque caralho querem explicar o amor? Dizer como ele deve ser, com que idade podemos sentir e quem deve sentir por quem? Quem faz o quê com quem. Etc… Etc…

Depois falam de estupidez que ai e tal e coisa, “que amor tem hora e lugar, tempo e atitude, algo particular de alguns, não aberto a outros.” So Cliché… Boring..

Pegaram tudo que faz o amor e separaram, escrutinaram o mesmo, retalharam e sei lá mais que merdas fizeram ao tipo (ainda bem que não sou eu o Amor, senão ficaria deveras fodido). Colocaram a amizade de um lado, o companheirismo do outro, respeito acolá, o sexo logo ali e esvaziaram o sentimento, deixando pouca coisa para o amor (ora bem o que resta? Depois disto ficava mesmo fuck se eu fosse o tão aclamado amor).

Depois de limparem, rasgarem, desfazerem (aqui merecia uma tripla “Adverbização”), decidiram lhe dar prazo. A validade é curta, quase instantânea, como os chá, sopas e outros alimentos que usamos no nosso dia a dia. Amor não dura nada, nem um instante sequer, muitos começam a falar do fim, ao invés do contrário… Isto tá de loucos. Usam o Amor com uma leviandade infernal, tornando-o lixo e uma coisa vulgar.

Ninguém mais quer nada para sempre, mesmo que para sempre seja até um dia. Visto que ninguém vive para sempre (tirando eu que serei imortalizado, algures).. Ninguém quer compromisso, só espaço para sua liberdade e desejos.

E o amor? Ele encolheu, se escondeu e quase desapareceu. Afinal, todos o clamam, mas ninguém o quer… Sou um dos acérrimos defensores de que o para sempre é complicado, mas sou um dos que não gosta de um adeus. Por isso fico no meio termo entre o AM ou o OR… Sou aquela virgula aqui no meio AM,OR.

Amar é rechear a vida de palavras, gestos e olhares. É dizer mais com o silêncio do que se pode imaginar (sou um mudo nato). É crescer junto nas descobertas, vencer os obstáculos e acima de tudo cooperar.

Amor é compromisso, compreensão, desejo e doação. Amor é entender mesmo sem entender, é dar sem pedir, é rir junto e brincar com a vida como criança no parque de diversão (daí eu não querer crescer, mesmo contra as indicações da minha psicóloga para fazer o contrário).

Amar é um privilégio que esquecemos ter. Tudo porque vivemos a querer que o amor seja como se quer e não como tem que ser. AMOR que estupidez… Ainda bem que sou um resmungão zangado e não ligo puto ao mesmo, serei sempre um anti-romântico…


Odeio - Amo

por Narciso Santos, em 09.01.17

 

"In my sick way I want to thank you for holding my head up late at night While I was busy waging wars on myself, you were trying to stop the fight"...

Por vezes, perguntam o que é isso quando digo "escolhes aquilo que queres ser" ou outra frase parecida…

Neste meu caso, posso afirmar que "Eu sou uma pessoa que odeia"! O que é que isto tem de mal?...Nada! Não tem nada de mal! Eu (ou qualquer outra pessoa) odeia, porque "escolheu ser assim", neste momento do agora. Assim como há pessoas que escolhem ser "pessoas que amam"...

Acho que não há nada de extraordinário nisto, e todos percebemos isto.

O que, da minha parte, posso acrescentar é também simples.

Somos livres para escolher a nossa maneira de estar na vida! Tu amas, estás dependente desse amor, não consegues esquecê-lo, precisas desse amor…

Como pessoa, como ser humano, não te afirmas como manifestação livre e plena, bela e entusiasmante, dona dum "mundo" para se expandir e empolgar e gozar...

Mas, o que escolhes "é aquilo que tu és"! Disso não poderás duvidar… nem poderás fugir… enquanto assim o desejares.

Odeia e ama, ama e odeia!

Mas, faz um favor a ti mesmo: por um instante, "olha" para dentro de ti, na quietude do teu quarto, da tua cama, e pergunta-te se é "isso" que melhor serve o "Amor" que és!

Se "sentires" que a resposta é "o que estás a ser", tudo bem, continua!

Mas... se sentires "que, no fundo, não é isso que te faz bem", então... impõe-Te e Sê "outra versão de ti"! Uma que seja mais plena e grandiosa!

É essa que te conduzirá à felicidade desejada!...

O Odeio e o Amo é um vício...

Prefiro usar a frase: Odeio-te porque te Amo...

 


Espíritos

por Narciso Santos, em 20.12.16

Este texto (não) pretende ridicularizar… as pessoas que de forma educada e gentil comentaram ou enviaram emails explicando e defendendo as suas crenças; no que respeita à vida depois da morte, porém, subsistem determinadas dificuldades técnicas difíceis de ultrapassar para mim, mesmo depois de me enviarem os seus vídeos do youtube com mistérios na estrada de Sintra… ainda assim estou céptico em relação a tais factos, vamos lá ver…

Eu tenho boas recordações dos espíritos. Passei muitas horas da minha infância a ler e ouvir histórias de casas assombradas. Espevitavam-me a imaginação. Ainda hoje não resisto a um bom filme de fantasmas. Tipo o sexto sentido – e gostei bastante, o argumento estava bem esgalhado.

Sempre achei intrigante que os espíritos dos defuntos mantenham tanto interesse pelo mundo físico que acabaram de abandonar. Alguns mantêm-se por cá porque continuam «ligados» à casa onde viveram as suas vidas. Depreendo que estes devem ser fantasmas de gente rica, pois infelizmente continua a existir muita malta neste mundo que não hesitaria em abandonar as suas casinhas por outras mais dignas da sua condição humana, e sem olhar para trás, este facto convence-me que de facto só existe neste segmento de mercado, no mundo metafísico para a classe alta dos espíritos, pois se colocar-mos os mesmos por exemplo Em Aleppo, queria ver o espírito a andar por la assombrar, sem as mínimas condições para viver (mesmo estando morto) sem higiene básica, a levar com petardos em cima e afins…

É um exercício provavelmente inconsequente, mas ponham-se no lugar do morto – (não me refiro ao lugar do passageiro da frente), embora pela forma como se conduz em Portugal o lugar da frente tenha grande potencial para quem deseja iniciar uma aventura no Além, mas uma vez mais, somente ficaria a assombrar o quê o meu Fiat Punto com 11 anos, com 170.000Km sem ar condicionado? Não me parece. Agora se for assim… um Austin Martin, fonix até lá eu ficaria pela eternidade fora.

Bem, vamos então supor que nos deu o badagaio, esticámos o pernil, o espírito desencarnou e estamos prontos a apresentar o nosso currículo moral (aqui chumbo de certo) ao Criador para que este carimbe a nossa entrada (no meu caso não) no Paraíso. Ficamos então com a certeza absoluta de que existe um outro mundo para além deste – o mundo espiritual. Que fazem vocês, meus caros ex-cépticos falecidos, partem à descoberta desse novo mundo prometido por Deus ou deixam-se ficar presos no nosso velho e decrépito mundo físico que de resto já conhecem? Isto é uma excelente pergunta… Ora bem temos uma cena metafísica com anjos, onde se pode levitar e coisa e tal e no outro prato da balança temos este calhau onde vivemos… Ora bem eu com o meu “espírito” empreendedor e com umas costelas de Indiana Jones até optaria pelo metafísico, ATENÇÃO, mesmo com a cena do ai e tal os anjos são assexuados….

Dizem que os espíritos se mantêm ligados ao mundo terreno porque sentem saudade dos entes queridos que aqui deixaram, já diz o meu Gabriel o Pensador “Astronauta está sentindo falta da terra? A gente aqui embaixo, Continua em guerra, Olhando aí prá lua Implorando por paz”, preocupam-se com eles, desejam protegê-los. Compreendo a dolorosa humanidade destes sentimentos, mas o meu problema com a crença em espíritos tem a ver com a forma como o mundo espiritual interage com o mundo físico. Corrijam-me se estiver enganado, mas parece-me que o mundo do Além não deve estar sujeito às leis deste mundo, ou seja, não deve estar condicionado ao Espaço e ao Tempo.

Se o Além é uma espécie de «singularidade» em que não existe Tempo nem Espaço, tenho alguma dificuldade em entender que possa existir um sentimento como a saudade. Sentimos saudade porque no mundo em que vivemos acontece estarmos fisicamente separados das pessoas que amamos pelo Espaço e pelo Tempo. Se me dizem que um espírito tem saudades e é por isso que comunica, eu respondo que então não deve ser um espírito; é uma projecção do nosso cérebro, tão sujeito às leis da física como o resto do corpo, logo por justaposição o tipo não está morto, logo fica cientificamente provado: Que ou não existe espíritos ou não existe eternidade, pois ao existir um não deveria entrarmos no conceito espaço/tempo… Uma vez mais me faz confusão.

A morte também nos separa dos vivos, é verdade, mas a separação é um problema terreno: um espírito do outro mundo não deveria ter esses problemas porque os espíritos de todos os seres que existiram e virão a existir estão livres das amarras do mundo físico, não estão sujeitos ao Tempo e ao Espaço e, como tal, estiveram e estarão sempre presentes, logo estas trapalhadas todas complicam-se ainda mais, mas ok vou fazer de conta que engulo esta, deixa ver o que vem a seguir.

Se os espíritos respondem aos chamamentos dos médiuns, então devem reter a sua identidade terrena. Vistas as coisas, talvez o mundo espiritual não seja assim tão perfeito. Conheço algumas barbies aqui na Terra cujas almas ficariam horrorizadas só de pensar no destino do seu rico corpinho; conheço outras barbies que encarariam a morte não como uma passagem para outro mundo ou «o contrário de estar vivo, in Lili Caneças», mas como uma forma mais extrema de anorexia.

Eu tenho boas recordações dos espíritos e, como disse, (não) pretendo ridicularizar quem acredita nessas coisas, mas continuo a preferir o Woody Allen quando diz qualquer coisa como filosofias e outras coisas elevadas pertencem ao espírito, mas o corpinho é que se diverte, sim sou mundano…

Lembro-me de uma ocasião em que os fantasmas tiveram uma enorme importância para a minha felicidade física, no mítico jogo do copo que para um tipo galar uma miúda ou se sentar ao lado da mesma tinha sempre essa desculpa ai e tal o espírito disse que éramos perfeitos um para o outro….

Que resta, então? Talvez o Amor, sob todas as suas formas, seja o único sentimento possível de existir fora do Espaço e do Tempo – e seja precisamente o Amor a unir ambos os mundos, caso exista outro.

Tudo bem, o Amor é bem capaz de ser o maior mistério de todos os tempos, mas mesmo assim prefiro deixá-lo ficar onde pertence – ao mundo dos vivos, ou seja, no nosso calhauzito, o terceiro a contar do sol ( se Mercúrio e Vénus ainda forem planetas) o único em que acredito.

Quanto aos espíritos, que venha ao de cima o “espirito” de Natal mas todos os dias do ano, e não durante 1 semana, e depois viramos todos uns Trolls…

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