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http://cisosemjuizo.blogs.sapo.pt

"Louco? Loucos são os Loucos que me chamam Louco mas que não conseguem ver a genialidade da minha Loucura!"

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Acordar Cedo e Cedo erguer...

por Narciso Santos, em 27.07.17

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Faz todos os músculos e ossos do corpo doer.

 A minha empresa é patrocinadora de uma equipa de ciclismo e aqui tenho um equipamento para mim, hummmm.... das duas, uma!

1 - Isto é um mimo que a empresa me está a dar (pois o preço daquilo, DAMMM!)

2 - Isto é uma indirecta para eu sair do meu sedentarismo e recomeçar pela 10298940494 vez a fazer exercício físico.

Lá fiquei com a pulga atrás da orelha... cheguei a casa e lá experimentei o "fato" e logo percebo que afinal nada tinha a ver com o ponto 1, mas sim com o ponto 2 pois a "camisola" de ciclismo, mais me ficava um top, pois o MEU abdominal, fazia com que eu parecesse uma grávida de 5 meses.

Lá olho para as resoluções de fim de ano e percebo que não estou a cumprir com nenhuma delas e resolvo (para mal dos meus pecados) acordar todos os dias apartir de segunda feira às 6:20 da manhã e recomeçar a fazer 1 hora de bike.

Leio meia dúzia de sites de como recomeçar a fazer exercício e afins, e todos remetiam para eu beber coisas verdes mais saídas de um caldeirão de uma qualquer bruxa, outros para eu ver imagens de amigos que faziam exercício, e outros como fazer exercício sem dor... e afins.... Vi logo que tudo o que lera era uma imensa perca de tempo!

Acordar a esta hora já por si só é complicado, imaginem agora vestir aquela fatiota cheio de sono! Quando termino de a vestir (tarefa árdua pois a roupa teimava em não entrar, estava mais apertada do que na sexta, quando a experimentei e logo penso terá sido os enchidos; o queijinho; hummm aquele tiramissú, e as natas, o tintol...), já estou tão transpirado que pensei que tinha feito o exercício do dia, mas como ainda eram 6:30 da manhã, lá me convenço pela vigésima vez que é para ir em frente.

Desço as escadas equipado a rigor, vou em direcção à bike e eis que por uma lado tinha metade do selim roído pela minha querida Pastor Alemã "Pipa" por outro os pneus estavam em baixo, dado o extremo uso que lhe dei nos últimos anos, mas lá encho os pneus, saco as teias de aranha da bike e lá me faço à estrada!

Passado 10 km regresso a casa, todo transpirado, coisa que durou uns 35 minutos... Olho para o Relógio, vejo o tempo que demorei de bike a fazer 10km, vejo o estado em que me encontro (arfar como um desalmado), as dores nas pernas e no rabo, pois a cena almofadada do equipamento não evita uma tremenda dor no rabo e uma vez tenho a certeza que o que tinha lido de facto foi perca de tempo, mas cá ando à 4 dias seguidos a fazer "isto".

O que aprendi que não aparece nos sites?

1 - Quando nos fazemos à estrada optar sempre em primeiro lugar em ir contra o vento, pois estamos menos cansados e a volta será menos extenuante (teremos o vento a favor); claro que no primeiro dia fiz o contrário e estava a ver que tinha que ligar a alguém para me vir buscar de carro.

2 - Qando nos fazemos à estrada convém não esquecer de ir bem penteado; colocar gel; roupa a rigor; perfume; maquiagem e afins. Pois isto é um dois em um, além de exercício físico também treinamos para futuras passagens em passerelles de modelos.

3 - Uma das razões que ando de bike em frente ao mar é para o poder contemplar e sentir o cheiro a maresia, mas torna-se tarefa impossível, pois cada pessoa que passa por mim, antes de sair de casa deve-se mergulhar em perfume, para não cheirar ao CK Sovaco (mesmo sabendo que o ritmo que mantêm não provocará transpiração, pois aqui correm o risco de estragar o look).

4 - Eu quando saio de casa por cima da fatiota visto um casaco pois está frio por aqui no Norte, e o que me espanta, ou não... é ver tipos a correr em tronco nú, provavelmente a tshirt que levam nas mãos devem fazer com que transpirem imenso, ou será para mostrar o "Six Pack"?

4.1. - Todos os tipos que correm em tronco nú, não têm um único pelo no corpo, ainda vem que vou todo "tapadinho", apesar de os meus pelos das pernas me denunciarem.

Por isso fica a questão: O que me motiva a acordar cedo para fazer exercício físico?

1 - De certeza não é o "six pack" pois tenho frio para andar por aí em tronco nú, e decerto não estou muito virado para a moda da depilação. Também andei 2 décadas a investir no meu "pipo" e não é agora que o vou perder!

2 - Adoro comer, e agora tenho a desculpa de repetir um segundo ou terceiro prato de feijoada, ou arrroz de cabidela, ou emborcar 2 pães com manteiga, queijos, enchidos, etc... Pois direi amanha lá terei que fazer um Km extra para compensar esta comida.

3 - Não terei de chegar ao segundo copo de vinho e parar, pois o vinho engorda... tal como a cerveja...

4 - Notei uma diferença nestes 4 dias no trabalho, pois venho mais desperto e com mais energia, quando pensei que iria acontecer o contrário.

5 - Se a parte profissional correr mal, sempre posso tentar ingressar numa equipa de ciclismo de reformados.

6 - Roupa cara sempre ajuda a dar um empurrão, pois pensamos, fogo aquilo custou tanto e vai ficar arrumado, ao menos dou um uso e faço figura pouco profissional na rua.

Finalizando com a frase filosófica diga dos maiores filósofos de todos os tempos: "Um Homem sem barriga é um Homem sem história"!

 

 

 

 

 


Que raio de País é este?

por Narciso Santos, em 26.07.17

Pelo vidro embaciado do carro, espreito para o País que me espera lá fora...um País que, sem duvida, não me acolhe como filho mas apenas como um insecto repugnante que voa sem destino...um País que não se revela em mim e em ninguém, que não se proporciona à grandeza do seu povo...um País que desconfia de mim de ti, de nós e do nosso valor, que me interroga e que me rebaixa...um País frio, gelado, um País sem vida, um País só de ataraxia...

E é este o País que me pertence? O País pelo qual eu luto e pelo qual eu espero? O País que, no fundo, marca a minha passagem nesta vida, o País no qual eu partilho tudo com um mero desconhecido ou com um simples amigo? O País que não é o meu País porque no final o que eu faço e o que todos fazemos é permanecer quedos e mudos...assistindo a destruição do País que construímos e à nossa própria autodestruição...porque com ele, vai um pouco de nós...

Que raio se passa com este meu País?

“Astronauta, você volta e me deixa dar uma volta na nave, passa a chave que eu tô de mudança

Seja bem-vindo, faça o favor

E toma conta do meu computador

Porque eu tô de mala pronta, tô de partida

E a passagem é só de ida

Tô preparado pra decolagem, vou seguir viagem, vou me desconectar

Porque eu já tô de saco cheio e não quero receber nenhum e-mail com notícia dessa merda de lugar” Gabriel do Pensador!


Reticências...

por Narciso Santos, em 25.07.17

És frágil… estás só no meio de tanta gente… num turbilhão de empatias... que sabes que serão responsáveis pela tua descida ao duro e doce estado de melancolia onde as lágrimas já não escorrem... onde os sorrisos são meras máscaras forçadas utilizadas para enganar o sol que brilha lá longe…

Sentes-te sozinha, só querias saber o caminho... o passo que dar... mas julgas-te sem forças... julgas-te fraca... queres sentir aquele cheiro de quem abraça quem ama... queres sentir aquele calor que te enche os olhos luz...

Apetece-te estar sozinha longe de todos os teus problemas... e quanto mais corres para chegar aquela montanha onde o por do sol demora horas... e a lua brilha sempre acompanhada por um mar de estrelas... onde consegues ver as ondas do mar... e sentir o vento dançar pelos campos doirados do trigo... quanto mais corres... mais os teus problemas te aparecem pela frente... duros e frios como paredes de cimento... sentes-te um labirinto onde a luz não chega... onde só encontras saídas dolorosas...

Estás carente... queres apoio... queres um beijo que te encha a alma... querias ter força para sonhar... para continuar... continuar a viver daquela fonte tão utópica como bela que é o amor puro..

Eu conheço alguém que te ama...

Eu conheço alguém que se te conhecer melhor... se te compreender... se souber o que tu realmente queres... te poderá ajudar... Eu conheço alguém que promete que vai tentar sempre ser o mais justa e sincera contigo...

Eu conheço... é aquele vulto de olhos sem brilho, de postura derrotada que tu encontras no espelho... sempre que te vais convencer de que vale a pena viver...


Sometimes...

por Narciso Santos, em 24.07.17

 

...tenho medo. dessas pessoas que entram sem avisar. não pedem liçença e apenas entram. e ficam. constroem castelos no ar. e depois sem avisar novamente partem. deixam saudades e pó nas coisas. que não me atrevo a limpar. como plasticina. como brincadeira de criança, deixas-te moldar. seres em ti ou seres no outro. quando dás por ti já nem sequer sabes bem quem és. já foste. e nos olhos fica o brilho triste e melancólico de uma saudade. de uma vida que já torna. assim, às vezes, tenho medo das pessoas. muito medo


Sonhos!

por Narciso Santos, em 20.07.17

Sentei-me no mesmo lugar de sempre.. naquela duna virada para o mar.. onde o vento não sopra.. e chega o reflexo do sol alaranjado que depressa se vai por lá no horizonte.. sentei-me e senti que naquele dia algo estava diferente.. um cheiro doce no ar.. uma energia.. que percorria um corpo já estafado.. uma energia que me fazia fechar os olhos, e sorrir... sentir o sol que ainda brilhava e aquecia como se um sopro carinhoso se tratasse.. era uma energia que me fazia sonhar.. sonhar.. com um cenário idílico.. Sonhar com uma praia. com uma duna, com um por do sol, contigo.. ao meu lado a olhar o mar, sentados tão próximos que nem era preciso tocar para sentirmos a pele um do outro.. Sonhos.. e mais sonhos.. Sonhos que eu tenho aqui neste meu cantinho nesta duna perdida numa praia já esquecida com um mar já rendido a um por do sol tão belo como singular... á dias assim... dias em que sonhamos viver o que vivemos.. mas com a pessoa que gostamos do nosso lado.. partilhando da mesma sensação que nos enche a alma e nos faz sonhar...


Lemos!

por Narciso Santos, em 19.07.17

E Eu? O que estou do outro lado? O lado do leitor?

Aliás apraz dizer que prefiro mesmo estar do lado do leitor isto de escrever dá muito trabalho, tenho que andar a perder uns poucos minutos nesta metamorfose de juntar palavras que se transformam em frases e frases que se transformam em parágrafos e parágrafos que se transformam em um simples texto (escrevi isto para dar volume de palavras a este texto senão fico sem saber o que escrever e dá-me hipóteses de pensar no porquê de Ler?

Pois aqui vai…Leio porque preciso. Porque tem credibilidade e porque faz da minha cesta básica de informações do dia a dia. Porque gosto de estar informado, saber das coisas e gosto até de ler opiniões divergentes para acompanhar cabeças que pensam diferente da minha (ui.. e quantas cabeças pensam diferente da minha).

Eu, leio para Viver. Para viver melhor. Para sermos. Para nos descobrirmos. Para nos perdermos e para nos encontrarmos (normalmente ando sempre perdido..enfim).

Lemos para nos massacrarmos. Lemos para nos alertarmos. Lemos para nos consciencializarmos. Lemos para não nos acomodarmos. Lemos para não embrutecermos. Lemos para ver. Lemos para sabermos ver. Lemos para ouvir. Lemos para sabermos ouvir. Lemos para pensar. Lemos para sabermos pensar. Lemos porque lemos. Lemos porque sim. Lemos porque sem a leitura deixamos de existir. Lemos porque sem a leitura somos apenas uma sombra de nós. Sombra muito frágil que desaparece à primeira e não muito esforçada oportunidade. 

Ler tem que ter um porquê?

 

 

 


Escrevo!

por Narciso Santos, em 18.07.17

Escrevo para ti, para nós para vós… Quase utilizei todos os pronomes existentes… Sim porque não escrever para o Mundo…

Aqui estou eu despido das minhas armas, da minha armadura, das minhas camadas, das minhas personalidades e somente Eu me escrevo. Não os eus feitos de tus de outrora mas sim o verdadeiro Eu…·Porque escrevem? Boa questão. Talvez por ser um Homem pequenino neste mundo enorme… Talvez porque afinal não sou tão forte como sei que não sou, mesmo dando essa imagem de inquebrável, talvez por estar um dia completamente terrível, me escondo (sim tenho que escrever em português do Brasil) no seio dos cobertores e entre as almofadas para tentar não ouvir a fúria da mãe natureza… Não sei… Pelo menos vai saindo caracteres que se irão tornar em frases…
Eu escrevo, escrevo as palavras que nunca querem ouvir, as palavras que nunca vos consigo dizer (normalmente é sempre esta opção). Eu escrevo tudo aquilo que o meu coração grita e o meu sorriso tenta silenciar. Eu tremo. Eu choro. Eu escorrego e Eu caio…
Talvez por ser um sonhador… Talvez por querer mudar o mundo… e acredito que não é preciso muito, bastam pequenos gestos, pequenas coisas. Ok Sonhador… Foda-se mas ao menos sei sonhar (isto soa um pouco a Tony Carreira)… Chamem-me sonhador… Pode ser que a sonhar possa ser o Herói que almejo, pois nos meus sonhos quem manda sou eu… ainda…
Sou muito menos do que aquilo que vocês dizem que sou, mas talvez mereça muito mais do que aquilo que acham. E aqui vou vos amando… Distante… Mas sempre presente, não como queria mas como posso. Aqui, longe de vós, “perdido” entre recantos deste meu mundo e os becos do meu coração, eu escrevo tudo aquilo que nunca sou capaz de vos dizer cara a cara, aquilo que eu nunca me permito dizer, não de forma propositada mas porque não sei ser de outra forma, talvez a minha maior virtude/defeito…
Pinto os meus sonhos, ponho um sorriso e assim continuarei a viver sempre na esperança que tudo se resolva, que consiga ser o vosso Herói. Eu escrevo, e escrevo.. .
Estou aqui… sempre com as minhas raízes presentes… sempre com vós… e escrevo…
Escrever para vós é desnudar todos os bosques, onde pinheiros bravos crescem na aridez do solo. Onde sombras na noite escura passam… onde neste momento se encontra a tempestade a pinto de bonança… já não sou eu, que estou mergulhado na escuridão, na tempestade... há muito que vos reencontrei… mesmo longe... um dos pinheiros ainda me segreda sossegos, na noite azul que em mim converge….
Escrever para vós é sustentar este momento certo, em palavras incertas que encenam o que já não queremos (será que alguma vez quisemos esta estranha história?), na compreensão dos fantoches do sistema, no formalismo hipócrita, tão mal desenhado na letra da lei medieval escrita pelos homens, na estupidez de seres que não passam de funcionários da vida, infelizes e apertados nos nós de gravatas cinzentas… ou será mesmo a nossa história cor de rosa… como nos contos de fadas… do príncipe no cavalo branco… ai como gostava de ser o príncipe…
Escrever para vós é o meu voo para a liberdade, na velha estrada onde nos iremos reencontrar… talvez aqui… talvez noutro planeta… noutro mundo… escrever para vós é sorrir-me por dentro de felicidade, ao recordar os momentos a roçar a eternidade que passamos, e entender que ninguém conhece a nossa verdadeira idade…
Estive, Estou e Estarei sempre aqui para Vós…


E a minha música preferida era?????

por Narciso Santos, em 15.07.17

 (Bon Jovi - I´ll Be there For You)

Conversa de Pai e Puto!...

Puto - Pai o Francisco diz que a música preferida dele é o "Despacito".

Puto - Eu gosto mais dos Coldplay "Something just like this" e qual é a tua música preferida, Pai?

Eu - A minha música preferida é a dos Bon Jovi "I´ll be There For You".

Coloco o link do youtube, coloco a banda a tocar. O Puto até começa a curtir o Richie Sambora a tocar os primeiros acordes, e eis que me coloca a seguinte questão após ver 1 minuto do video clip...
Puto - Pai são Meninas a Cantar...

...................................

HUMMMMMMMMM

..................................
Lá se foi a minha música preferida e a minha banda preferida, pois sempre que os ouvir, pensarei que são uma Girls Band...

Raio de Puto... Se ele soubesse que o que era a década de 80 com os Guns, Deff Leppard, Aerosmith, Metallica, Nirvana e afins... Eram tudo GAJAS!!!!


Vida

por Narciso Santos, em 14.07.17

A vida é uma merda...uma das manifestações mais afeitas no mundo. Nunca prestei muita atenção a isto porque normalmente é convencionado por pessoas pessimistas, desesperadas, ou revoltadas. Acontece que mais cedo ou mais tarde cada um de nós acaba por sentir todos aqueles sentimentos que nunca pensávamos ter e nada melhor do que isso para conseguir compreender este mundo um bocadinho melhor, e até nos conseguirmos conhecer a nós próprios um bocadinho melhor também.

Vamos lá pensar um pouco…, já ajudamos, alcançamos, sonhamos, auxiliamos, fizemos todos os possíveis para sermos felizes e fazer quem está perto de nós felizes. Tudo o que poderíamos fazer, fizemos, e agora? Como recompensa, o nosso prémio é bater literalmente com os cornos na parede! Não é justo!

Revolto-me com o mundo, revolto-me com as pessoas, revolto-me com a falta de tacto e consideração que este mundo tem para comigo...mas ainda assim, não vou desistir facilmente, e hei-de continuar a levantar a cabeça por muito sangue que irrompa, por muita dor que sinta, por muita injustiça que ache! O mundo e a vida por vezes não são dignos da luta que temos por eles mas a diferença de carácter está em quem continua e em quem desiste...

Sorte a minha que o meu Povo nunca desiste e me ensinou a não o fazer!


Uma Casa!

por Narciso Santos, em 12.07.17

Uma casa desconhecida, uma de muitas outras desconhecidas...; quiça, nunca antes tocada. Uma casa cujas paredes imaculadas contam segredos de outrora, falas silenciadas que escondem gritos abafados. Uma casa onde estou, despojado de minh'alma, onde me perco propositadamente para me encontrar, enfim, no meu corpo. Uma casa onde, a cada passo, descubro um pouco mais do mundo, um pouco mais de mim. Esta casa onde fico e te encontro, sentado numa poltrona, descansando. Fumas cachimbo e lês o jornal, de perna traçada olhas-me por cima do ombro, projectando a minha casa e imaginando um futuro que ainda estará por vir... Aproximo-me a medo, com medo de retirar toda a pureza e o mistério que envolvem esta casa.

Pergunto-te, baixinho, quem eras...respondes, sussurrando, sou eu, a tua casa, sou eu, TU, de ontem, de hoje e talvez o de amanhã...

E assim me tento apaixonar, por uma casa sem dono que me seduziu e a quem passei a pertencer. E assim tento Amar, casa desconhecida, nunca tocada, de contornos puros que escondem ditos e não ditos de gente que não pode dizer mais do 'sejam bem vindos à minha terra'.

Uma casa, ...

Às vezes, uma única vida não nos basta...

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