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http://cisosemjuizo.blogs.sapo.pt

"Louco? Loucos são os Loucos que me chamam Louco mas que não conseguem ver a genialidade da minha Loucura!"

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Odeio

por Narciso Santos, em 17.07.19

Por vezes, perguntam o que é isso quando digo "escolhes aquilo que queres ser" ou outra frase parecida… 
Neste meu caso, posso afirmar que "Eu sou uma pessoa que odeia"! O que é que isto tem de mal?...Nada! Não tem nada de mal! Eu (ou qualquer outra pessoa) odeia, porque "escolheu ser assim", neste momento do agora. Assim como há pessoas que escolhem ser "pessoas que amam"... 
Acho que ...não há nada de extraordinário nisto, e todos percebemos isto.
O que, da minha parte, posso acrescentar é também simples. 
Somos livres para escolher a nossa maneira de estar na vida! Tu amas, estás dependente desse amor, não consegues esquecê-lo, precisas desse amor… 
Como pessoa, como ser humano, não te afirmas como manifestação livre e plena, bela e entusiasmante, dona dum "mundo" para se expandir e empolgar e gozar...
Mas, o que escolhes "é aquilo que tu és"! Disso não poderás duvidar… nem poderás fugir… enquanto assim o desejares. 
Odeia e ama, ama e odeia! 
Mas, faz um favor a ti mesmo: por um instante, "olha" para dentro de ti, na quietude do teu quarto, da tua cama, e pergunta-te se é "isso" que melhor serve o "Amor" que és! 
Se "sentires" que a resposta é "o que estás a ser", tudo bem, continua! 
Mas... se sentires "que, no fundo, não é isso que te faz bem", então... impõe-Te e Sê "outra versão de ti"! Uma que seja mais plena e grandiosa! 
É essa que te conduzirá à felicidade desejada!...
Prefiro usar a frase: odeio-te porque te amo...


Escolhas!

por Narciso Santos, em 16.07.19

Inúmeras situações no mundo resultam das escolhas que fazemos. Haverá momentos em que nos sentiremos impelidos ao revide. Entretanto, poderemos escolher a concórdia. 
Não faltarão instantes em que o desânimo tentará nos envolver. Todavia, poderemos optar pela perseverança. É possível, ainda, que as sombras nos convidem para o futuro incerto. Porém, seremos livres para seguir a luz. Escolhe os que nos rodeiam, escolher às vezes magoa, mas são as nossas escolhas.
As circunstâncias não determinam, mas revelam quem nós somos.
Olho ao meu redor e vejo o resultado das minhas escolhas.
Todas elas têm ou tiveram alguma razão.
E, no centro delas, estou Eu!
Cada momento que eu tomo decisões, sei, que elas passam a ter um impacto directo na minha vida.
E, para cada decisão, existe uma razão ou uma emoção que pode ter sido pensada e ponderada, ou pode ter sido fruto de um impulso, tomado ao acaso. Ainda assim existe uma razão para isso.
É por isso que a razão da vida é tudo.
É por isso escolher de forma positiva é tão importante.
É por isso que ouvir o coração faz toda a diferença? Ou ouvir a Razão o fará? Ou metade de ambos?
Porque as minhas razões e as minhas emoções vão, implacavelmente, moldando a minha vida. Escolhas e mais escolhas, qual a correcta? Talvez pior mesmo é não ter escolha nenhuma...


Um aparte sobre as Caxinas!

por Narciso Santos, em 14.06.19

Fonte: https://cdn.olhares.pt/client/files/foto/big/909/9093797.jpg

Permitam-me que dirija umas palavras acerca da "Raça Caxineira", acerca da família Caxineira. Caxinas é um lugar pertencente a Vila do Conde, não é um bairro piscatório como muitas vezes aparece noticiado nos órgãos de comunicação social. Os Caxineiros são Vila-condenses de 1ª, como são os de outros lugares da cidade de Vila do Conde. Não queremos ser tratados como especiais, mas também não somos coitadinhos como muitas vezes parecem querer dizer... Os Caxineiros são pessoas de trabalho árduo, labutam na vida do mar horas a fio, (15,16 18 horas dia), por de trás do aspecto áspero, de um falar duro e rude encontra-se um homem amigo, fiel aos seus amigos, e muito dado a sacrifícios. Numa tese uma professora apresentava o homem das Caxinas como um "Homem de ferro em barcos de pau", nem mais. Os Caxineiros raramente viram a cara á luta, são pessoas capazes de morrer a trabalhar como a história tem ensinado ao longo dos anos. O Homem do mar merece-nos respeito! Uma palavra também às Mulheres das Caxinas. Muitas das vezes obrigadas pela própria vida a fazerem de pai e mãe ao mesmo tempo, como diz o ditado. "Por de trás de um grande homem está uma grande mulher", A todas as mulheres Caxineiras um bem-haja! Os Caxineiros são pessoas de fé, cultivam a fé na sua simplicidade, bairristas na doação aos seus e aos outros. Temos problemas como as outras terras têm também

Nas Caxinas conta-se uma história particular. Neste lugar, zona de pesca e de mar, de rijeza e de humildade, há um povo que lutou pela sobrevivência a bordo de um barco.

Nas Caxinas ouve-se o riso e vê-se a cor. Por todo o lado, apesar das gentes sempre vestidas de preto. Não há família caxineira que não tenha perdido alguém no mar.

Nas Caxinas vive-se com emoção. Com orgulho nas raízes. Com a coragem e a revolta dos dias vividos no limite do medo. Com um dialecto que é único. São “estátuas de bronze a andar”, os Caxineiros da poesia de José Régio. Não se sabe a origem da palavra. Poderá vir do latim “cachinare”, que significa rir às gargalhadas.

Nas Caxinas vive-se em casas de azulejos alegres, com peixe a secar nas cordas a meias com a roupa preta. Faz-se do passeio público um quintal. Passa-se a velhice entre as memórias, as agulhas de tricot, o baralho de cartas e a conversa com quem passa.

A minha Honra, a minha Homenagem aos Homens e Mulheres da minha Terra as Caxinas!


Sei lá!

por Narciso Santos, em 13.06.19
 
Neurastenia (fui arranjar um sinónimo de melancolia ao google)

...Instável...

Não me sinto bem, isso é certo. Estou com problemas solúveis, mas o facto de eles surgirem deixou-me deprimido, a juntar a isso a chuva, frio e o facto de estar debilitado fisicamente... bem se calhar sou mais um menino que precisa de mimos...
Procuro por mim, dentro da caixa dos sonhos, escondido no sótão por de trás de um espelho... o espelho mostra-me uma imagem triste, uma pessoa cansada, um rapaz que perdeu os sonhos, mas em busca de os encontrar de novo.
O vento bate no meu rosto, o frio faz-se sentir, queria tanto ter um sonho, pegar nele e voar, seguir no comboio que para em todos os apeadeiros, tocar na terra fresca e barrenta, queria sentir-me bem.
Amanhã, vai chover...espero, limpar as ruas desta cidade melancólica, amanhã as janelas estarão fechadas...e não se ouvirão os sorrisos dos putos que jogam à bola...mergulhei a cabeça na água, gritei, soltei a minha raiva, tento viver o momento...

Reticências

por Narciso Santos, em 12.06.19

Fazia frio, as minhas pernas tremiam... e depois... depois já nada fazia sentido... tudo trocado... num misto de má disposição com felicidade... um turbilhar de sensações... uma alegre confusão... a paz... a alegria... o sonho... vivemos no meio destas reticencias todas...Eu gosto de usar reticências...Porque elas são uma dádiva...Gosto de brincar de esconde-esconde com a verdade e o sentido... Encontro nelas a porta de emergência, quando há zona de perigo...como se de um trilho se tratasse...As reticências me dão a tranquilidade de parar mesmo quando não sei terminar...As reticências apagam o fogo de que não tem interesse e inflamam as chamas dos que têm curiosidade...
Génio não foi quem inventou as palavras, mas as reticências...Quando querendo dizer tudo eu digo quase nada...
Reticências não comprometem... São curtas e objectivas... Mesmo que incompreensíveis... Quando o oportuno deve permanecer implícito... Reticências são guardiãs das verdades inconvenientes... A erupção do nosso vulcão interior que não causa estragos... Usar Reticências é dar a liberdade para quem as recebe pensar o que quiser... Sempre vou usar reticências...
Não tenho segurança, nem poder e muito menos moral para usar um ponto final... entre estas reticencias... nós vivemos, nós pensamos, sonhamos... aiiii reticências que me perseguem...


"Des" Conhecidos

por Narciso Santos, em 10.06.19

E nestes momentos notamos
Que nem sempre conhecemos
Quem, conhecer pensamos,
Porque, este, de nós se afasta,
Deixando lacunas na nossa estrada.
E aquele que ao nosso mundo não pertencia,
De nós se aproxima, mostrando as marcas
Talvez por nós, mais desejadas.
Os sintomas de um desconhecido,
Que em conhecido, acaba…
A vida é mesmo assim… por vezes, pensamos que CONHECEMOS verdadeiramente as pessoas e quando mais precisamos delas, notamos que elas não estão ali para nos "atenciocisar". Muitas vezes, acabamos por recorrer ao desconhecido e é ele que se aproxima de nós para a sua mão nos estender…
Bem haja aos meus novos desconhecidos, conhecidos...


Ser Feliz!

por Narciso Santos, em 23.05.19

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=L3HQMbQAWRc

Posso ter defeitos (ok fiz uma introspecção entre as 3 palavras anteriores descritas e de facto não tenho defeito algum, não tivesse eu o nome de um Deus Grego...), viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo e não a que me paga o salário (espero não ser demitido com tal afirmação).
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise, na alegria e na tristeza...
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da nossa alma.
É agradecer aos nossos ídolos (neste caso minha família) a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos (seja lá o que isto for).
É saber falar de si mesmo (como eu falo de mim mesmo, não fosse eu dar azo ao meu nome e a toda a sua complexidade, sim sou narcisista 
É ter coragem para ouvir um 'não' (quantos nãos por esta vida fora, pois este está sempre garantido, o que vier acima será lucro...)
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta (bonito escrever isto, mas quem o fizer leva um soco mesmo).
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo... e que castelo...


Maybe Its Time!!!!

por Narciso Santos, em 16.05.19

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=RdljoTFMhO4

Pensamos que Somos Grandes, porque não olham o mar? Pelo menos não o olhamos verdadeiramente. O mar é imenso e faz umas melodias eternas, o mar esse elemento da natureza que funciona como o melhor xanax que possa existir e ao mesmo tempo esse mar que aglutinou, aglutina tantas almas... Também porque não olhamos de verdade para o céu?
Nunca pensamos na distância das estrelas, quando olhamos para elas. Hoje, a lua está imensa, branca e redonda, pendurada na minha janela, pelos menos sonho que ela encontra-se desta forma, pois já não sei ver a lua... Fiquei com receio que ela resolvesse entrar.
Mas nesse instante, pensei...por que raio entraria justamente no meu quarto. Só porque nas noites em que ela me aparece inteira, toda feita de madrepérola, fico a olhar o céu enfeitiçado...só por isso...
Mas tal qual uma Alice no país dos espantos, encantos, maravilhas, fui diminuindo, diminuindo até ficar do meu tamanho. Senti, então, o quanto nada sabemos do mundo ou de coisa alguma. Conhecemos somente as nossas aflições e algumas outras coisinhas que estão à nossa volta. Depois desta reflexão fácil e simples, veio uma grande vergonha dos meus anseios, vontades e frustrações. Quanto mais eu desejava coisas, mais eu diminuía de tamanho. Fiquei, mesmo, muito pequeno. Tão pequeno, que já não cabia mais em mim, nos meus próprios sonhos. Dei conta, então, que precisava olhar as coisas do mundo com muita atenção, para não me enganar com os seus tamanhos reais. Vou dormir sabendo que eu sou apenas um ser pequeno e aflito que sonha com estrelas e namora luas…

Talvez é tempo de deixar as "velhas coisas" morrerem... Irem... Esquecer que "o que lá vai, lá vai!" Mas depois penso, muitos erros que cometemos no presente, cometemos no passado.... Logo muitas das nossas respostas para o presente e para o futuro não se encontrarão encerradas no nosso passado?


Leio / Lemos ou deveríamos fazer mais vezes!

por Narciso Santos, em 16.05.19

Fontehttps://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSx9iWKPl-7WNAcGEmVyRJELWgm4E4clfqdLS-5pdXNsyQaVnmx

Desde mais o meu muito obrigado ao meu amigo bratáquio pelo destaque do meu texto na semana passada que somente vi hoje!!! :( Mas se com "o escrevo" tive um destaque será que com o "leio" que equivale a saga 2 do texto anterior, merecerá tal feito? Sim se o merecer saberei umas duas semanas após!

Aliás apraz dizer que prefiro mesmo estar do lado do leitor isto de escrever dá muito trabalho, tenho que andar a perder uns poucos minutos nesta metamorfose de juntar palavras que se transformam em frases e frases que se transformam em parágrafos e parágrafos que se transformam em um simples texto (escrevi isto para dar um volume de palavras a este texto senão fico sem saber o que escrever e dá-me hipóteses de pensar no porquê de Ler? Pois aqui vai…."Leio porque preciso. Porque tem credibilidade e porque faz parte da minha cesta básica de informações do dia a dia. Porque gosto de estar informado, saber das coisas e gosto até de ler opiniões divergentes para acompanhar cabeças que pensam diferente da minha (ui.. e quantas cabeças pensam diferente da minha).
Eu, leio para Viver. Para viver melhor. Para sermos. Para nos descobrirmos. Para nos perdermos e para nos encontrarmos (normalmente ando sempre perdido..enfim).
Lemos para nos massacrarmos. Lemos para nos alertarmos. Lemos para nos consciencializarmos. Lemos para não nos acomodarmos. Lemos para não embrutecermos. Lemos para ver. Lemos para sabermos ver. Lemos para ouvir. Lemos para sabermos ouvir. Lemos para pensar. Lemos para sabermos pensar. Lemos porque lemos. Lemos porque sim. Lemos porque sem a leitura deixamos de existir. Lemos porque sem a leitura somos apenas uma sombra de nós. Sombra muito frágil que desaparece à primeira e não muito esforçada oportunidade...

Penso logo existo... Sinto logo existo... Leio logo existo!


Precipício

por Narciso Santos, em 07.05.19

Pelo vidro embaciado do carro, espreito para o Mundo que me espera lá fora...um Mundo que, sem dúvida, não me acolhe como filho mas apenas como um insecto repugnante que voa sem destino...um Mundo que não se revela em mim, que não se proporciona à minha grandeza...um Mundo que desconfia de mim e do meu valor, que me interroga e que me rebaixa...um Mundo frio, gelado, um Mundo sem vida, um Mundo só de ataraxia...
E é este o Mundo que me pertence? O Mundo pelo qual eu luto e pelo qual eu espero? O Mundo que, no fundo, marca a minha passagem nesta vida, o Mundo no qual eu partilho tudo com um mero desconhecido ou com um simples amigo? O Mundo que não é o meu Mundo porque no final o que eu faço e o que todos fazemos é permanecer quedos e mudos...assistindo a destruição do Mundo que construimos e à nossa própria auto-destruição...porque com ele, vai um pouco de nós...e de qual Mundo falo eu?...

Vivemos mesmo no Precipício...

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