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"Louco? Loucos são os Loucos que me chamam Louco mas que não conseguem ver a genialidade da minha Loucura!"

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Criança

por Narciso Santos, em 23.01.17

As vezes proponho-me a mim mesmo, no meio de longas conversas de angústia e depressão que eu tenho com a minha consciência, escrever textos que tenham o brilho de um sorriso, que tenham o calor de um abraço... Aquele texto que nos dê a sensação de uma festa que a nossa mãe nos dava quando nos magoávamos na brincadeira.

Acho que a inspiração teria de surgir do meu tempo de menino, quando corria atrás de bichos-de-conta... e fazia estradas para as formigas... tive a oportunidade de passar a minha infância numa "barraca" que não era dos meus pais e mesmo assim ter passado as passas do caralho!, mesmo que nos arredores da grande metrópole, Vila do Conde, pois para mim só existia Caxinas, mesmo assim tinha acesso aqueles momentos lindos que me marcaram na infância e nunca os vou apagar da memória, como o cheiro a terra, o cheiro da erva molhada quando chovia as espigas da Srª Maria, sim “roubei” imensas, o campo da Dona Rosa onde “Roubava” as Uvas "americanas" as brincadeiras que daí advinham, como roubar figos, brincar à agricultura, subir árvores... Basicamente nesta altura com cerca de 8 anos aprendia a arte de ser ladrão, ou seja, a arte de ser político.

Agora que penso, lembro-me de tantas brincadeiras que eram feitas na companhia da solidão, acho que devo ao facto de ser filho único (mesmo tendo uma irmã que muito me mimou, mesmo sendo mais nova... C. I Love you My Sister <3 !) a minha criatividade, aprender a brincar sozinho, fazer o bom e o mau (normalmente o mau), jogar para uma equipa vencer e outra perder... a minha ganhava sempre pois nem a feijões gosto de perder... isso molda a personalidade de uma pessoa.... cria sonhos, uuuiiii quantos sonhos...., cria carências... inúmeras...

Mas é no tempo de menino, que mais sonhamos, que mais ingénuos somos, que mais nos rimos, rimos de bem-estar, de um abraço dos pais, de um arroz-doce da avó, de um chupa-chupa do senhor do café, dos desenhos animados... Aqueles que todos acordavam bem cedo para os ir ver...quem não se lembrar de ficar à espera que a televisão começasse a emitir para ver os desenhos animados, com aquele fundo preto com umas listas coloridas à frente... depois tocava a música da SIC que sabia de cor, e começava uma autêntica maratona de boa disposição e grandes lições para a vida... Ao falar de séries televisivas e da minha meninice lembro-me da Rua Sésamo, o tanto que eu tenho a agradecer ao conde de contar e a merda dos morcegos que ele contava, meu “brother” B. M. era exímio a imitar tal façanha, de longe o meu preferido...e as músicas como a…"eu gosto de ginasticar”…”as do conde de contar”…

Ter sido uma criança, foi das melhores coisas que me aconteceu na vida.

Assim pinto um quadro com cheiro a caramelo, e tons de um amarelo forte, igual ao sol que brilha lá fora, no pátio onde eu fui astronauta e mosqueteiro do rei, onde tudo era possível, e o bem vencia sempre...

Foda-se tenho que mudar o toque do meu telemóvel do "Dragon Ball Gt" para outra coisa qualquer... Peace!

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